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A Importância da Pronúncia Correta

Se você que está aprendendo uma língua estrangeira e ainda não percebeu o quanto é importante se esmerar para pronunciar as palavras corretamente, transcrevo abaixo matéria publicada no Estadão, sobre um homem que foi parar em Goiânia, quando na realidade ele queria ter ido para a Guiana. Esse fato lhe trouxe grandes prejuizos, como poderá ver durante a leitura.

Antes disso, porém, gostaria de começar por narrar um episódio bíblico.

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Você conhece a palavra Xibolete?

Primeiramente, veja o que diz a Bíblia em Juizes 12, dos versos 4º a 6º: “E ajuntou Jefté a todos os homens de Gileade e combateu com Efraim, e os homens de Gileade feriram a Efraim; porque, estando os gileaditas entre Efraim e Manassés, disseram: Fugitivos sois de Efraim. Porém tomaram os gileaditas aos efraimitas os vaus do Jordão; e sucedeu que, quando os fugitivos de Efraim diziam: Passarei; então, os homens de Gileade lhes diziam: És tu efraimita? E dizendo ele: Não; então, lhe diziam: Dize, pois, chibolete; porém ele dizia: sibolete, porque o não podia pronunciar assim bem; então, pegavam dele e o degolavam nos vaus do Jordão; e caíram de Efraim, naquele tempo, quarenta e dois mil.” - Almeida Revista e Corrigida 2009 (ARC).


Pois bem, vamos à explicação, com a ajuda da Wikipédia
Xibolete (do hebraico, שבולת‎, transl. shibōleth ) é uma peculiaridade de pronúncia que serve para identificar um determinado grupo linguístico, funcionando praticamente como um tipo de senha linguística.

Este vocábulo é a transliteração de um vocábulo hebraico, traduzido por alguns como "espiga de grãos" e por outros como "torrente de água".

No Velho Testamento, em Juízes 12: 1-15, está escrito que esta palavra foi usada para distinguir entre duas tribos semitas, os gileaditas e os efraimitas, que se encontravam em confronto. Os gileaditas, vencedores da contenda, bloquearam todas as passagens para o Rio Jordão a fim de evitar que os efraimitas sobreviventes pudessem escapar. Os soldados sentinelas exigiam que todos os que por lá passassem pronunciassem a palavra "shibboleth", mas como os efraimitas não tinham o fonema /x/ em seu dialeto, só conseguiam pronunciar "sibboleth", utilizando o fonema /si/ na primeira sílaba, sendo assim reconhecidos e executados.

Esse uso da linguagem para diferenciar grupos humanos é difundido mundialmente e, geralmente, para atuar de forma hostil contra aqueles que são reconhecidos como sendo pertencentes a grupos diferentes. Durante o massacre das Vésperas Sicilianas, no séc. XIII, os franceses eram reconhecidos pela forma como pronunciavam ciceri, uma espécie de ervilha seca. Durante as revoluções de 1893 e de 1923, no Sul do Brasil, os uruguaios eram identificados fazendo-os pronunciarem a letra J ou pauzinhos, que eles pronunciavam, respectivamente, como: /shôta/ ou /paucinhos/.


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Vamos ver agora o episódio sobre o qual me referi no início deste post:

Africano vai parar em Goiânia ao tentar viajar para a Guiana

Marília Assunção - Especial para o Estado, 23 Fevereiro 2015
Pronúncia fez professor ganês comprar passagem para destino errado; confusão pode fazê-lo perder bolsa de curso de Medicina
 
Um problema de pronúncia pode ter sido a causa do fracasso na viagem dos sonhos de um professor de Ciências Biológicas de Gana, na África. Em vez de desembarcar na Guiana, país que fica na divisa com Roraima e Pará, o professor Emmanuel Akomanyi, de 29 anos, veio parar em Goiânia, capital de Goiás. Agora, sem dinheiro para concluir a viagem, ele corre o risco de perder uma bolsa de estudos para fazer Medicina na Universidade de Georgetown.

O professor só descobriu que tinha voado para a cidade errada quando já estava em Goiânia, dentro do táxi. Ao indicar a universidade situada na capital da Guiana, Emmanuel foi informado pelo motorista, que lhe apontava em um mapa, de que ele estava no centro do Brasil e não no norte da América do Sul, muito longe de onde veio parar.

A história chamou a atenção no Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, com pessoas se mobilizando para ajudar o rapaz. O professor é órfão de pai e mãe e cuidava sozinho de quatro irmãos mais novos em Gana. Ele havia economizado por cerca de dois anos para viabilizar a viagem.

Emmanuel Akomanyi só descobriu que havia chegado ao destino errado quando estava dentro do táxi e indicou que queria ir à Universidade de Georgetown
Emmanuel acabou acolhido em Goiânia por conhecidos de uma jornalista que o conheceu ao fazer a reportagem sobre o caso. Segundo Janine Rahe, a confusão ocorreu há cerca de dez dias, quando ele fazia uma conexão no Brasil. Foi quando o professor comprou na Visão Turismo, agência que funciona no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, uma passagem para a Guiana.

Procurada nesta segunda-feira, 23, a agência solicitou ouvir o advogado da empresa, mas a ligação caiu na caixa de recados e ele não retornou. À TV Anhanguera, a Visão Turismo havia sustentado de que o engano partiu de Emmanuel. Também foi informado de que a agência opera há oito anos em Cumbica e que todos os funcionários falam inglês.

Em entrevista à emissora, o rapaz mostrou dificuldade em pronunciar a palavra "Goiânia" e disse que não sabia de sua existência, apenas de "Guiana".
"O coitado ganhou a bolsa de estudos, deixou os irmãos em Gana e veio, mas se ele não embarcar até sábado(28), pode perder a matrícula na universidade", alertou a jovem.

Junto com a dona de casa Lourdes Ricardo, que hospedou Emmanuel provisoriamente, Janine está mobilizando pessoas para ajudar o rapaz. Ela está encaminhando o professor para vários meios de comunicação para divulgar o drama do africano e ainda disse que espera uma manifestação da Embaixada de Gana.

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E agroa? Depois dessa vai se dedicar mais a pronunciar melhor as palavras que aprende em outras línguas? Tomara que sim!
Um abraço e até o próximo post.
Paulo Franca.

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